Chevrolet mais vendido no mundo, Cruze chega à 2ª geração

25 06 2015

Modelo é o principal produto na estratégia de elevar as vendas da marca, hoje a 4ª mais vendida em todo o globo. Chegada ao Brasil deve ficar para 2017
novo cruze

Quando decidiu lançar o Cruze, em 2008, a Chevrolet deu um passo arriscado. Parecia loucura investir num modelo desenhado na Coreia do Sul (que nasceu como Daewoo Lacetti) para suprir mais de 100 mercados que tinham históricos completamente diferentes – o Brasil incluso, onde reinavam o Vectra e o Astra. Mas sete anos depois, o modelo não só se consagrou como virou o carro mais vendido da marca no mundo.

Agora, a marca norte-americana tem uma visão bem mais clara do potencial do carro ao lançar sua segunda geração, apresentada nesta quarta-feira (24), para mais de 100 jornalistas do mundo, incluindo o iG.

Mais refinado e em linha com a identidade visual da Chevrolet, o Cruze evoluiu em todos os aspectos: é mais eficiente, espaçoso, equipado e veloz que seu antecessor a ponto de o presidente mundial da marca, Alan Batey, dizer que ‘ele oferece o mesmo que um Classe C, da Mercedes, mas pela metade do preço’.

Curiosamente, o modelo mostrado em Detroit não é o primeiro Cruze de segunda geração. A China teve o privilégio de ver o carro antes que todos, mas terá um modelo próprio, um pouco diferente da versão global.

Analisando o novo Cruze de perto, é possível acreditar que a GM soube como melhorar o carro em quase todos os sentidos. O estilo, por exemplo, é mais agradável aos olhos, no entanto, comum – comparada à frente única da antiga geração.

O sedã flerta com alguma esportividade, principalmente quando exibe o pacote RS, que ressalta alguns detalhes como a grade pintada num preto brilhante.
A carroceria cresceu e agora tem entreeixos de 2,7 m (contra 2,685 anteriormente), refletindo em mais espaço interno no banco de trás. Ela está 24 kg mais leve graças ao uso de metais mais avançados.

A GM também decidiu desenvolver um novo motor 1.4 Ecotec para equipar o modelo. Com 155 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, o propulsor usa turbo com injeção direta para ser mais econômico e veloz. Segundo a marca, ele é capaz de ir de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos e fazer 17 km com um litro de gasolina na estrada.

O modelo conta agora com uma nova transmissão automática de seis velocidades com opção de troca manual no topo da alavanca, talvez uma das poucas decepções no projeto. Questionado sobre a ausência de um câmbio de dupla embreagem, como o que equipa o rival Focus, Dan Nicholson, vice-presidente da GM Powertrain, garantiu que hoje é possível oferecer praticamente o mesmo desempenho com um sistema tradicional.

Novo My Link

Por dentro, o novo Cruze está bem mais convidativo. Os materiais são agradáveis ao toque e o acabamento bem superior ao atual. Mas é na lista de equipamentos que o sedã chama a atenção. A Chevrolet promete equipá-lo com itens como alertas de ponto cego e de faixa de trânsito, sistema Start-Stop de série e aviso de colisão frontal, entre outros.

Chama a atenção, no entanto, o novo MyLink, central multimídia da marca, presente em quase todos os seus modelos. A nova versão está mais integrada aos smartphones e é homologada para o CarPlay, da Apple, e também o Android Auto, do Google, que estará disponível no mercado no segundo semestre.

Com o CarPlay, por exemplo, você consegue operar a maior parte dos aplicativos na tela da central, desde ouvir mensagens recebidas a utilizar todas as músicas do celular. Mais intuitiva, a parte nativa do sistema também oferece um navegador em 3D com várias funções interessantes.

Estreia no Salão do Automóvel de 2016

Apesar de todo frissom com o carro, a GM fez questão de deixar claro que o novo Cruze ainda está distante do Brasil. Com o recente facelift do modelo, não faria sentido lançar a nova geração logo em seguida.

Mas, enfim, quando teremos o novo Cruze no Brasil? Juntando partes do quebra-cabeça, é provável que o modelo chegue ao país no início de 2017. Isso ocorreria um ano depois dos Estados Unidos, o que é um tempo razoável para que o carro vá sendo lançado progressivamente no mundo.

Sabe-se que a GM está investindo na fábrica argentina de Rosário num projeto misterioso batizado de ‘Fenix’ que envolve o investimento em um novo carro e motor. Embora não tenham revelado qual modelo se trata, é quase um consenso que é o novo Cruze e seu motor 1.4 Ecotec – o país tem mais tradição com carros médios que o Brasil e faz mais sentido produzir compactos por aqui, pelas atuais regras de mercado.

O timing para 2017 também coincide com a chegada na esteira do novo Civic, previsto para o segundo semestre de 2016. Ou seja, enfrentar a dupla japonesa renovada daqui um ano seria uma tarefa impossível para o modelo atual. Já o novo Cruze, sem dúvida, é um passo nem um pouco insano nesse sentido.


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