Novo Jetta ganha versão de entrada, mas ainda não é o nacional

3 03 2015

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Com retoques no visual, sedã mantém a gama de motores e parte dos R$ 75 mil; motor 1.4 do Golf será realidade em breve para o sedã

O sedã Jetta chega à linha 2015 com as alterações estéticas já apresentadas pela Volks no Salão do Automóvel, mas agora passa a oferecer uma versão de entrada, a Trendline. Partindo dos R$ 75 mil, a versão é equipada com o “veterano” propulsor 2.0 TotalFlex de 8 válvulas que gera 120 cv e 18,4 kgfm (no etanol) – uma variação mais atual do ultrapassado motor AP do Santana – e câmbio automático de seis velocidades. O câmbio manual de cinco velocidades que equipava a configuração Comfortline foi aposentado.

Agora posicionada como intermediária, a versão Comfortline mantém o mesmo conjunto mecânico e recebe mais equipamentos de série, enquanto a topo de linha Highline continua com o vigoroso 2.0 TSI de 211 cv acoplado ao câmbio automático DSG de dupla embreagem e seis velocidades. O preço de ambas configurações ainda não foi revelado, segundo a montadora os valores serão divulgados apenas no final de março, quando a linha 2015 chega às lojas.

Não é o nacional

Engana-se quem pensa que esta primeira leva tem fabricação nacional, todas as versões são importadas do México. Embora a fabricação do três volumes já tenha se iniciado na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a versão brasileira do sedã – montada em esquema CKD (Complete Knock-Down), com peças trazidas do México – chegará ao mercado apenas no meio do ano.
Divulgação
O Jetta 2015 passa a contar com a versão de entrada Trendline
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Segundo a Volks, a produção nacional irá apenas complementar a que já vem de fora, mas a montadora não confirmou qual das três configurações será montada por aqui. A boa notícia é que a versão nacional pode ser equipada com o propulsor 1.4 TSI de até 140 cv do Golf de entrada, motorização já confirmada para o Jetta pelo diretor de marketing da Volkswagen do Brasil, Axel Schroeder.

Encontre as diferenças

Apesar de ter passado por um facelift, o Jetta 2015 vai continuar aparentemente a mesma coisa para os mais desatentos. O carro recebeu novos faróis (com opção de bixenônio com iluminação de curvas, indicadores direcionais e luzes diurnas de LED para a versão Highline), nova grade, para-choque atualizado, rodas com novo desenho, lanternas traseiras retocadas e com LEDs (semelhantes as usadas no Passat), tampa do porta-malas com novo formato e para-choque renovado.

Há pequenos retoques também nas entradas de ar e nas molduras nas laterais das colunas “A”. Se o sujeito for muito, mas muito observador, perceberá mudanças também nos painéis inferiores da carroceria junto ao eixo traseiro. As dimensões do sedã foram praticamente inalteradas – o carro cresceu apenas 15 mm no comprimento – , mas certamente ganhou um ar mais “classudo”.

Para começar

Dirigimos por cerca de 70 quilômetros a versão de entrada, Trendline, equipada com motor 2.0 flex acoplado ao câmbio automático Tiptronic de seis velocidades (o mesmo do Tiguan). O desempenho não empolga, especialmente se você já tiver experimentado seu irmão “sarado” equipado com o 2.0 TSI. O comportamento dinâmico desta configuração não mudou em praticamente nada, falta potência em altas rotações e as retomadas são lentas. O câmbio, mesmo com trocas suaves, não ajuda no desempemho, pelo contrário, evidencia as qualidades do DSG que equipa o Highline – com o conjunto da versão topo de linha, o carro vira um “canhão”. Vale mencionar que a transmissão não possui opção de troca manual por meio de aletas no volante como nas outras versões, apenas por toques na alavanca. Em suma, o conjunto mecânico do Trendline é eficiente mas limitado, vai da sua prioridade e do quanto quer pagar.

Tanto a versão Trendline quando a intermediária Comfortline utilizam direção hidráulica convencional e sistema de suspensão traseira do tipo Multilink, com novas molas e amortecedores, que ganharam calibração específica. Todas as versões contam, de série, com freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem e controle de tração. Para quem busca conforto, a versão dá conta do recado, a cabine é muito espaçosa e tem bom isolamento acústico. Em todas as versões, o banco traseiro é rebatível e o porta-malas acomoda 510 litros de bagagem.

O acabamento da cabine, todavia, faz jus a uma versão de entrada, mas deixa a desejar quando lembramos que a tal versão de entrada custa R$ 75 mil. Bancos revestidos com tecido, ar-condicionado Climatic (com saída de ar para o banco traseiro), rodas de liga leve de 16 polegadas, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e alarme com comando remoto “keyless” estão entre os equipamentos de série. O porta-luvas é refrigerado, há sistema de rádio com entrada USB e Bluetooth, além de quatro airbags (dois frontais e dois laterais) e sistema isofix para fixação de cadeirinhas infantis.

O que muda para a versão Comfortline é que ela incorpora o pacote Trend. Isso se traduz em volante revestido em couro com comandos do som e borboletas para trocas sequenciais, rodas também aro 16 porém com desenho diferenciado, piloto automático, bancos em couro sintético e rádio com tela sensível ao torque de 6,5 polegadas. Nesta versão não há GPS de série.

Para terminar

Basta acelerar o Jetta Highline por um curto trecho para sanar qualquer dúvida com relação a desempenho de conjunto mecânico. Repito, a dinâmica do carro não mudou com relação à linha 2014, já que a mecânica continua a mesma. Neste caso, um um 2.0 TSI com sistema de injeção direta de combustível, turbocompressor e quatro válvulas por cilindro, com comando de válvulas variável acoplado a um câmbio DSG de dupla embreagem. Se você procura mais esportividade, esta é a configuração que irá te empolgar. A direção elétrica é exclusiva do modelo Highline, assim como as belas rodas de 17 polegadas, seis airbags, bloqueio do diferencial e controle de estabilidade.

A lista de opcionais é extensa. O modelo oferece, além do teto solar panorâmico, os pacotes Exclusive e Premium. O primeiro acrescenta bancos de couro (com sistema de aquecimento e sensores de chuva e de luminosidade. Já o Premium, adiciona sistema de entretenimento com GPS integrado, sistema que permite abertura das portas por aproximação da chave e partida do motor por meio de um botão, faróis bixenônio com luzes diurnas de LED e ajuste elétrico do assento do motorista.
Uma nova cor marca a estreia da linha 2015, o Azul Silk. Além delas, outras cinco completam a paleta: branco e preto sólidos, preto perolizado, prata e cinza metálicos.

Vai vender?

Segundo Schroeder, a expectativa da marca com a linha 2015 é “vender bem mais do que o modelo atual”. Hoje, são comercializadas cerca de 800 unidades/mês, de acordo com dados da Fenabrave. Desde seu lançamento, em 1979, o Jetta já vendeu mais de 14 milhões de unidades no mundo, o que atesta que ele é um sedã muito bem aceito. Recentemente, ainda recebeu cinco estrelas pelo Latin NCAP, organização que testa a segurança de veículo, fazendo dele um dos modelos mais seguros do País. Falta mesmo a Volks equipar o Jetta com o motor 1.4 TSI, mais novo, eficiente e tecnológico, para tirar o atraso perante os rivais e vender tão bem quanto almeja o executivo.


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