Land Rover começa a construir sua fábrica no Brasil

3 12 2014

Unidade é a primeira da fabricante fora do Reino Unido. Discovery Sport começa a ser produzido localmente no início de 2016

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Última das marcas premium a anunciar uma fábrica no Brasil, a Jaguar Land Rover lança nesta semana a pedra fundamental da sua unidade em Itatiaia, sul do Rio de Janeiro. A expectativa é que a nova fábrica, a primeira do grupo fora do Reino Unido, comece a produzir os primeiros veículos no início de 2016.

A solenidade contará com a presença do CEO global da fabricante, Dr. Ralf Speth, que deixou claro, em entrevista coletiva que os ‘planos são realistas’. “Somos uma empresa pequena que coloca a qualidade acima de tudo. Por isso, nossos passos serão dados um de cada vez”, explicou.

A capacidade da nova unidade é pequena, serão apenas 24 mil veículos por ano quando estiver em produção plena. Mas isso significa quase três vezes o que a Land Rover vende hoje no Brasil. O modelo escolhido para estrear a linha de montagem é o inédito Discovery Sport, um SUV de porte médio e que deve custar parecido com o menor e mais sofisticado Evoque (cerca de R$ 180 mil), hoje seu produto mais vendido no país.

Apesar disso, Terry Hill, presidente da montadora na América Latina, e responsável pelo projeto da fábrica, reconheceu que a unidade tem capacidade extra para produzir outros modelos: “é claro que a fábrica não fará apenas o Discovery Sport, mas o que mais sairá de Itatiaia eu diria que ainda é algo que estamos analisando”.

Mercado premium em alta
O otimismo da Jaguar Land Rover se baseia no crescimento brutal do mercado de veículos de luxo no Brasil. Mesmo num ano que deve se encerrar com queda de 10% nas vendas, o segmento premium vai em outra direção, com volume cada vez mais alto. A Jaguar triplicou as vendas e a Land Rover deve fechar 2014 com cerca de 9 mil unidades emplacadas.

A Land Rover estima que as vendas no Brasil deve chegar a 5 milhões em 2020 – hoje estão em torno de 3,5 milhões. É possível entender o interesse no país com uma conta simples: se o mercado premium chegar a 5% de participação daqui a 5 anos, serão vendidos algo como 250 mil veículos, cinco vezes mais do que hoje. Ou seja, não existe crise acima dos R$ 100 mil.

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